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Ariosto é condenado a 128 anos de prisão por chacina em Pinhal Grande

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O autor confesso de uma chacina que vitimou quatro pessoas em Pinhal Grande, em 2016, foi condenado a 128 anos de prisão em regime fechado, por homicídio e estupro, pela Justiça de Júlio de Castilhos, na Região Central do Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (12). O tribunal do júri foi presidido pelo juiz Ulisses Drewanz Grabner.

Ariosto está preso desde 2016. Sua defesa deve recorrer da sentença, para retirar os qualificadores. Em frente ao Fórum de Júlio de Castilhos, os familiares das quatro vítimas pediram por justiça.

O réu confessou os crimes. A chacina começou quando ele matou a tiros a enteada, Bianca Moraes de Salles, de 16 anos, em casa. Depois, saiu e matou Iran Gonçalves dos Santos, de 10 anos, e Alex Cardoso Leal, de 17 anos, enquanto eles aguardavam o ônibus escolar. E logo depois, Ariosto terminou a chacina ao matar Afonso Gonçalves, de 60 anos, em sua propriedade rural.

Ele fugiu e foi considerado foragido pelos 20 dias seguintes. Neste período, a cidade de Pinhal Grande, com cerca de 5 mil habitantes e distante 300 km de Porto Alegre, foi tomada pelo medo de que ele aparecesse e matasse outras pessoas.

Ariosto foi encontrado pela Polícia Civil no interior de Dona Francisca, cidade na região. Desde então, o réu foi mantido preso.

“O réu respondeu a todos os questionamentos. Em um depoimento marcado por contradições, ele disse que matou a enteada com um tiro na cabeça enquanto ela estava deitada, porque ela teria mentido que foi estuprada por ele. A defesa do réu alega que o estupro não aconteceu”, diz o promotor de Justiça, Theodoro Silveira.

Já o advogado do réu, Airton de Mello, explicou as motivações por trás das mortes. “No depoimento, Ariosto disse que matou o menino de 10 anos porque o pai dele tinha uma dívida e porque o menino teria aberto, diversas vezes, a cerca da sua propriedade. Já o adolescente de 17 anos foi morto porque, de acordo com Ariosto, teria passado veneno em sua lavoura de milho. E o senhor de 60 anos foi morto porque teria danificado a mesa de sinuca do bar do reu”, explica Airton de Mello.

Relembre o caso

Ariosto da Rosa foi indiciado por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, fútil e que dificultou a defesa das vítimas. Ele foi apontado como o autor de quatro homicídios, a tiros, em Pinhal Grande. após a morte de quatro pessoas a tiros em Pinhal Grande, em 2016.

As vítimas eram a enteada de Ariosto, Bianca Moraes de Salles, de 16 anos, Iran Gonçalves dos Santos, de 10; Alex Leal, de 17; e Afonso Gonçalves, 57 anos, todos vizinhos de Ariosto.

O homem também foi indiciado por estupro, cometido contra Bianca. A ex-companheira dele, mãe da adolescente, foi indiciada porque se omitiu ao não proteger a filha de Ariosto, conforme concluiu a Polícia Civil de Pinhal Grande, na época do crime.

Além dela, também foi indiciado um homem que teria oferecido casa para o réu se esconder em troca da morte de Afonso, inimigo dele por causa de uma disputa de terras e de plantação.

Ariosto admitiu para a polícia que matou as quatro pessoas, mas não explicou a motivação.

O prefeitura de Pinhal Grande decretou situação de emergência após a chacina, pois estava “difícil manter a segurança pública na zona rural e urbana”, conforme o decreto. As buscas ao então suspeito mobilizaram a polícia da cidade de 5 mil habitantes, distante cerca de 300 kilômetros de Porto Alegre. As aulas chegaram a ser suspensas. O posto de saúde funcionou com portas fechadas por causa de ameaças feitas pelo suspeito aos profissionais de saúde. Funcionários públicos e agricultores, com medo, se negavam a ir para a zona rural de Pinhal Grande.

Dias após os assassinatos, a casa de Ariosto foi incendiada. Não havia ninguém no local, e apenas as paredes do banheiro permaneceram em pé.

Ariosto da Rosa já tinha 12 passagens pela polícia, incluindo uma tentativa de homicídio de uma jovem dentro de um ônibus escolar, crime pelo qual foi condenado a 10 anos de prisão, cumpriu oito e recebeu liberdade.

Fonte: G1
Foto: Reprodução

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