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Rio Grande do Sul amplia vacinação contra a febre amarela após surto no Sudeste

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Moradores de 34 cidades, que estavam fora da área de risco da febre amarela, podem procurar os postos de saúde para fazer a vacina. A determinação é da Secretaria Estadual de Saúde e vale a partir desta quarta-feira (10).

O estado não registra casos da doença há quase dez anos. Como medida preventiva, considerando o surto na Região Sudeste do país, o governo estado decidiu ampliar a vacinação prioritária para estes municípios. Em estados como São Paulo e Minas Gerais, a febre amarela já causou mortes.

A doença é causada por vírus transmitido por mosquitos infectados. Com a possibilidade destes insetos chegarem a regiões como o litoral, os postos passarão a oferecer a vacina, como Torres e Capão da Canoa. Outras cidades, como Chuí, Pelotas e Rio Grande, também passam a oferecer a imunização. (Confira abaixo a lista completa dos municípios)

De acordo com o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, a cobertura atinge, hoje, cerca de 70% da população. “Quem ainda não se vacinou pode procurar a unidade de saúde mais próxima da sua residência, de forma tranquila e sem pânico”.

Os primeiros sintomas da doença são dores de cabeça, febre e vômitos. Se evoluir para a fase grave, causa hemorragias e afeta órgãos como o fígado, deixando a pele e os olhos amarelos. Nesses casos, o risco de morte chega a 50%.

A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos haemagogus em áreas rurais, e do aedes aegpti nas cidades. Quem viaja para regiões onde há surto, como o Sudeste, não pode viajar sem antes fazer a vacina.

“Se for picado lá e adquirir a doença, pode, voltando para o Rio Grande do Sul, ser uma fonte de transmissão da doença. Por isso, quem vai nessas regiões onde há circulação é obrigatório, não tem que discutir, tem que fazer a vacina dez dias antes de viajar”, explica Gabbardo.

Já entre os que estão longe das áreas de risco, há um grupo que não tem recomendação para a vacina. Gestantes, mulheres que estejam amamentando, pessoas com baixa resistência, transplantados, pessoas que têm HIV e idosos com mais de 60 anos, com doenças crônicas, devem consultar o médico antes de se vacinar, de acordo com o secretário.

Municípios gaúchos que passam a ser área de recomendação para vacinação em 2018

  • Aceguá
  • Arroio do padre
  • Arroio do sal
  • Arroio grande
  • Balneário Pinhal
  • Candiota
  • Capão da Canoa
  • Capão do Leão
  • Cerrito
  • Chuí
  • Cidreira
  • Dom Pedro de Alcântara
  • Herval
  • Hulha Negra
  • Imbé
  • Jaguarão
  • Mampituba
  • Morrinhos do Sul
  • Morro Redondo
  • Mostardas
  • Palmares do Sul
  • Pedras Altas
  • Pedro Osório
  • Pelotas
  • Rio Grande
  • Santa Vitória do Palmar
  • São José do Norte
  • Tavares
  • Terra de Areia
  • Torres
  • Tramandaí
  • Três Cachoeiras
  • Turuçu
  • Xangri-lá

 

 

Fonte:G1
Foto:Divulgação/Secretaria Estadual de Saúde do RS

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